O SAMU RJ deu início a um plano de contingência para transporte de pessoas com quadro suspeito de Ebola. Equipes que atuam no serviço na Capital passaram por treinamento de biossegurança, seguindo protocolo do Ministério da Saúde. O objetivo da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e da Fundação Saúde, gestora do serviço, é assegurar que qualquer pessoa com suspeita de infecção pelo vírus receba atendimento adequado, com máxima proteção para pacientes, profissionais de saúde e população.
A capacitação incluiu orientações para o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, protetores faciais, luvas, aventais impermeáveis e macacões de proteção, além da preparação correta das viaturas. O treinamento foi realizado por profissionais do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fiocruz, com orientações do Ministério da Saúde. De acordo com a coordenadora-geral do SAMU-RJ, Bárbara Alcântara, neste primeiro momento, equipes de ambulâncias previamente selecionadas passaram por treinamento específico de paramentação e de desparamentação, com foco no uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), conforme as normas de biossegurança. Segundo ela, além da preparação das viaturas, todas as equipes envolvidas passarão por capacitação.

Para garantir uma resposta rápida, duas ambulâncias foram posicionadas em pontos estratégicos da cidade: uma na região central e outra na Zona Oeste. Os veículos foram adaptados e preparados exclusivamente para esse tipo de transporte, seguindo recomendações técnicas e protocolos internacionais.
O plano também prevê a integração entre a Central de Regulação, o Transporte Inter-hospitalar e a Comissão de Controle Pré-Hospitalar do SAMU-RJ.

O Ministério da Saúde reitera que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo, mas é preciso que as Secretarias de Estado de Saúde e unidades de referência estejam preparadas para eventuais respostas às situações que demandem atendimento médico e diagnóstico laboratorial.
