Lula lidera em pesquisa divulgada hoje(15)

Lula abriu vantagem e o resto do país que se vire — ou melhor: que assista a mesma novela repetida com figurantes novos e promessas antigas. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está 9 pontos à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno: 42% contra 33%. Ou seja, enquanto um lado faz campanha, o outro parece só conseguir administrar a própria sobrevivência eleitoral.

E não é nem como se fosse estabilidade “por acaso”. Em maio, Lula tinha 40% e Flávio, 35%, agora a conta virou do avesso: o petista cresceu e o filho do ex-presidente Bolsonaro encolheu. Coincidência? Claro. É sempre coincidência quando o resultado vai contra quem quer. Quando vai a favor, aí é “pesquisa sólida”, “sinal do povo”, “momento histórico”. Política é essa mágica: tudo depende de quem vence o gráfico.

No meio do caminho, os outros nomes aparecem como se estivessem num almanaque eleitoral: Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 4% cada, empatados tecnicamente com Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante), todos com 2%. Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) ficam com 1% cada aquela turma que entra na urna mais para “representar” do que para competir de verdade.

E aí vem a parte que costuma dar menos plateia e mais conversa de bastidor: 5% dizem branco, nulo ou nenhum, e 3%” não sabem”. No fim, no Brasil, sempre tem gente que ainda está decidindo se vai votar… ou se vai deixar a eleição fazer o trabalho por ela.

A pesquisa foi feita com 2.017 entrevistados, por telefone, em todas as 27 unidades da Federação, entre 12 e 14 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (95% de confiança) registrada no TSE sob o número BR-06645/2026. Ou seja: não é um palpite de corredor. É dado. E quando dado contraria narrativa, a gente sabe o que acontece: começa o repertório de sempre — primeiro duvidam, depois “interpretam”, e por último acusam quem encomendou a realidade.

Se a pesquisa estiver certa, o primeiro turno não parece ameaça; parece roteiro. E, quando o roteiro está definido, resta ao candidato correr atrás… tentando convencer o eleitor de que o número é que está errado.

DQ

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