
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (26) que o Brasil não aceitará interferências externas em seus assuntos internos. A declaração foi feita durante a posse do novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, em São Bernardo do Campo, onde o petista destacou que o país tem capacidade para conduzir seus próprios rumos sem pressão de governos estrangeiros.
Durante o discurso, Lula também ressaltou o momento econômico do país e citou a instalação da montadora chinesa BYD na Bahia como um exemplo de investimento que ajudou a movimentar a indústria nacional. Segundo ele, a chegada da empresa estimulou concorrentes a ampliarem seus investimentos no Brasil, fortalecendo a atividade econômica.
O presidente afirmou que pretende manter uma política voltada ao crescimento econômico, com aumento da renda dos trabalhadores, controle da inflação e expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Lula reforçou que esse projeto continuará sendo conduzido sem aceitar ingerências externas sobre decisões que cabem exclusivamente ao Brasil.
Embora não tenha mencionado nomes diretamente, a fala ocorreu em meio a recentes tensões diplomáticas com os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei. O governo norte-americano anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros e tentou enviar representantes para acompanhar as eleições brasileiras, iniciativa que teve os vistos negados pelo Itamaraty.
Já o presidente argentino Javier Milei voltou a elevar o tom contra o governo brasileiro ao chamar Lula de “presidiário” e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de “lixo” durante um evento do PL em São Paulo. As declarações aumentaram o clima de tensão entre os dois países em um momento em que Lula se prepara para disputar a reeleição nas eleições de outubro.
