
DEIXA EU TE FALAR | Toda vez que aparece uma reportagem sobre verbas publicitárias do Governo Federal para emissoras de TV, surge a mesma ladainha: “o governo escolhe quem quer”. A realidade, porém, é um pouco menos simples e um pouco mais burocrática do que as teorias de conspiração que circulam por aí.
Detalhe importante, TODOS OS POLÍTICOS DE BRASÍLIA SABEM DISSO MAS A TURMA DA DESINFORMAÇÃO PREFERE VER O GADO COMENDO CAPIM
Existe uma série de normas da Secretaria de Comunicação Social (Secom) que determina que a distribuição dos recursos deve seguir critérios técnicos. Entre eles estão audiência, alcance, perfil do público-alvo, cobertura geográfica, afinidade com a campanha e pesquisas de mercado atualizadas. Em tese, não basta uma emissora ser amiga ou inimiga de quem está no poder para receber mais ou menos dinheiro.
Na televisão, por exemplo, a própria regulamentação prevê a análise dos índices de audiência, da cobertura da emissora e da capacidade de atingir o público que o governo pretende alcançar com determinada campanha. Além disso, os veículos precisam estar regularizados em cadastros oficiais e atender exigências técnicas para participar das ações publicitárias.
Isso não significa que o debate acabou. Ao longo dos anos, diferentes governos foram questionados sobre a forma como distribuíram suas verbas publicitárias. O que a legislação exige é transparência e justificativa técnica para cada escolha. Afinal, dinheiro público não deveria servir para premiar aliados nem para punir críticos. Pelo menos no papel, a regra é essa.
