Veja quem é um dos criadores do pix que Flávio tanto atribui ao seu pai

Não basta mentir sobre a amizade com Vorcaro, tem que mentir sobre quem criou o pix e eu estou aqui na cidade que moro fazendo minha parte em te esclarecer sobre isso.

O mentiroso e o pai da mentira

Essa mentira muitas vezes contada pelo Flávio Bolsonaro, familia e aliados com toda certeza será exaustivamente usada durante a campanha eleitoral deste ano.

O Pix se tornou uma das maiores revoluções financeiras da história recente do Brasil. Criado pelo Banco Central após anos de estudos, planejamento e desenvolvimento técnico, o sistema nasceu do trabalho de servidores de carreira, especialistas em tecnologia e economia. O projeto começou a ser estruturado em 2016 e teve entre seus principais responsáveis o engenheiro Carlos Eduardo Brandt e o economista Angelo Duarte.

CARLOS EDUARDO BRANDT, um dos engenheiros responsáveis pela criação do pix

Foram 31 meses de desenvolvimento para entregar aos brasileiros um sistema capaz de realizar transferências instantâneas, gratuitas para pessoas físicas e acessíveis a qualquer hora do dia. O resultado foi um sucesso tão grande que rapidamente substituiu TEDs, DOCs e boa parte do dinheiro em espécie, tornando-se referência mundial em meios de pagamento digitais.

Apesar dos fatos serem públicos e amplamente documentados, uma narrativa paralela insiste em circular no debate político. O senador Flávio Bolsonaro e aliados da família Bolsonaro frequentemente atribuem ao ex-presidente Jair Bolsonaro a criação do Pix, como se a ferramenta tivesse surgido da caneta presidencial e não do trabalho técnico realizado dentro do Banco Central ao longo de anos.

A pergunta que continua ecoando é simples: por que insistir em reivindicar a autoria de algo cuja origem está fartamente registrada? O governo Bolsonaro estava no poder quando o Pix foi lançado, mas isso está longe de significar que seu presidente tenha criado o sistema. Confundir lançamento com criação é, no mínimo, um exercício de conveniência política. Afinal, quando os fatos não ajudam, sempre existe a opção de tentar reescrever a história — ainda que ela esteja registrada em documentos oficiais e seja conhecida por milhões de brasileiros.

Espero ter ajudado.

Texto com base nas informações do próprio banco Central

DQ

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