
O fetiche conhecido como “cuckold” tem ganhado espaço no Brasil e atraído novos adeptos, sendo definido pela prática em que homens sentem prazer ao ver ou saber a parceira se relacionando sexualmente com outros. Conforme reportagem do jornal O Liberal, essa dinâmica figura entre as mais procuradas na plataforma Sexlog, que reúne milhões de usuários em todo o país.
A repercussão da prática é amplificada pelos relatos de quem a vivencia, a exemplo de um entrevistado cuja frase marcou a reportagem: “Eu nasci para ser corno”. Para os praticantes, a vivência difere de uma traição tradicional, pois se trata de uma fantasia estritamente consensual baseada na confiança mútua, em acordos claros e na participação ativa do casal.
Nos últimos anos, o interesse por essa temática registrou um crescimento expressivo no território brasileiro, impulsionado principalmente pela expansão da internet e de plataformas digitais voltadas a relacionamentos e fantasias sexuais. O que antes permanecia restrito a círculos discretos adquiriu visibilidade pública.
Essa nova exposição tem despertado simultaneamente curiosidade, espanto e intensos debates nas redes sociais, refletindo as transformações na forma como a sociedade lida com a intimidade. Com isso, o fetiche deixa o anonimato e passa a ocupar espaço nas discussões sobre novos arranjos de afeto e sexualidade.
